Entrevistamos Yaya Touré, craque da Costa do Marfim

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Entrevistamos o craque do Manchester City, o meia marfinense Yaya Touré antes da partida final pela Copa Africana das Nações 2012.
Um campeonato que finalmente ganhou Zâmbia, nos pênaltis por 8 a 7 frente a Costa do Marfim.
Antes deste encontro, conversamos com ele sobre as expectativas de seu país em ganhar o campeonato, sua experiência dentro da seleção e sua infância.

A equipe tem tantos craques isso dificulta a união do time, cuando todos estão acostumados a se destacar?
Sim, às vezes... Você pode ter todos os melhores jogadores, mas não é por isso que você vai ganhar. Tem que ter espírito de luta e coerência entre si. Porque o futebol, agora, se trata de uma turma de amigos, um grupo de irmãos, que podem se unir e ganhar algo juntos. Porque o talento não é suficiente e nos damos conta disso.

Qual é o espírito quando os jogadores se reúnem para jogar na seleção da Costa de Marfim?
É incrível, porque faz muito tempo que a maioria de nós jogávamos juntos. Gervinho, eu, Salomon Kalou, Emmanuel Eboue, um monte de jogadores somos da mesma escola. Quando estamos juntos de novo na seleção, sempre é incrível e curto muito. Muitas vezes conversamos sobre os velhos tempos.

Quem é o mais versátil da equipe e qual é seu papel fora do campo?
Temos um monte de meninos fantásticos. A gente adora o Eboue, porque sempre é divertido. Mas todos eles são. Temos gente com experiência, mas se você vê o Gervinho, o Tiote, todos eles são jovens. Estão chegando lá, mas precisam de ajuda. Eu, Drogba, Kolo e Zokora e estamos na seleção faz tempo. Acho que este é o meu oitavo ano. O meu irmão tem como 10 ou 12 anos. Para Drogba, a mesma coisa. Quando os garotos mais jovens chegam, tentamos ajudar.

Qual é o jogo ou outro tipo de distração que te ajuda a relaxar durante os campeonatos?
Pingue-pongue, y Playstation, qualquier jogo desse tipo. Também jogamos cartas, vemos televisão. Qualquer coisa que nos ajude a nos relaxar.

Vocês cantam alguma coisa no ônibus da equipe?
Eboue tem um monte de músicas. Ele canta muito bem. É um cara fantástico. Sempre está sorrindo.

Você já viu a camisa da Costa do Marfim, desenhada por Ernest Duku?
Sim, é fantástica. Ernest é incrível. Adorei!

O que os elefantes representam para você e seu país?
Os elefantes são muito importantes para o meu país. São o exemplo de que somos mais fortes juntos e trabalhamos duro para superarmos. Os elefantes são animais grandes, muito fortes e poderosos. Quando vamos às competições, temos que fazer o possível para trabalhar, classificar e ser fortes como um elefante. O elefante representa tudo o que é meu país.

Infância:

Quando você era criança e estava crescendo na Costa do Marfim se lembra onde jogava futebol?
Sim, em uma cidade chamada Abidjan, eu nasci em Bouake. Como meu pai trabalhava na capital econômica de Abijan, nos mudamos pra lá e acho que foi quando comecei a jogar futebol. Jogávamos entre amigos porque eram só partidas amistosas. Naquele momento, para aniversário ou natal a família costumava dar uma bola ou alguma coisa desse tipo.

Que idade você tinha quando percebeu que era realmente bom de bola?
Quando fiz oito anos e estava na escola, durante o recreio tínhamos de dez a quinze minutos para jogar com os amigos todos juntos e era muito agradável. Naquela época percebi que eu era bom no futebol e como entendi que fazia feliz as pessoas, comecei a gostar mais de futebol.

Quem você sonhava ser?
Durante muito tempo vi o fantástico Barcelona. Nessa ocasião admirava o Ronaldo, porque quando você se lembra do Ronaldo jogando no Barça era o único que pegava a bola desde o meio de campo, ia com ela atravessando o campo e marcava um gol fantástico. Acho que naquela hora eu percebi o quanto é bom o futebol e como a gente pode trabalhar duro para chegar a ser um dos melhores jogadores do mundo. Acho que o Ronaldo foi um jogador incrível.

Enquanto você e seu irmão Kolo iam crescendo juntos, eram competitivos?
Kolo é genial. É um bom homem, sempre trabalha e tenta estar num melhor nível. Para mim, Kolo é um exemplo puro, que sempre tenta ajudar. Recordo que, quando estou em diferentes situações, como quando jogava na Bélgica ou depois na Ucrânia, eu smepre ligava ele me dava um bom conselho. Para mim é uma pessoa muito importante.

Houve alguém que te influenciou na aprendizagem do futebol?
Sim, Jean Marc Guillou. Ele foi a pessoa que me levou à escolinha e foi lá onde aprendi a jogar futebol. Foi muito importante para nós. 

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